quarta-feira, 25 de abril de 2012

Altamira (Pará)

Ficheiro:Altamira Pará.JPG
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Vista parcial de Altamira.
Créditos da Imagem :Igor Cavallini / Wikimédia Commons
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Altamira é um município brasileiro localizado no estado do Pará. Até 2009, foi o maior município do Mundo em extensão territorial, com uma área de 159 695,938 km², ultrapassando vários países como Portugal, Islândia, Irlanda, Suíça, entre outros.
Fica a uma altitude de 109 metros, latitude 03º12'12" sul e longitude 52º12'23" oeste. Sua população estimada em 2010 era de 105 030 habitantes.
A rodovia Transamazônica atravessa o município no sentido leste-oeste numa extensão de 60 km, ligando Altamira a Belém (800 km), Marabá (500 km), Itaituba (500 km) e Santarém (500 km).
Característica notória do município é sua hidrografia: Altamira está cravada às margens do rio Xingu, com sua série de afluentes e cachoeiras que se distribuem por toda a região.
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Geografia
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Altamira possui uma área de 159 695,938 km², o que o torna o maior município do Brasil e o segundo maior do mundo em extensão territorial (segundo apenas para Qaasuitsup, município gronelandês instituído em 1 de janeiro de 2009).
Se o município de Altamira fosse um país, seria o 91º país mais extenso do mundo, maior que Grécia e Nepal.
Se fosse um estado brasileiro, seria o 16º maior, um pouco menor que o Paraná e maior que o Acre e o Ceará.
No município de Altamira inicia-se a "volta grande do Xingu", trecho sinuoso e cheio de cachoeiras do Rio Xingu onde, no final do trecho, será construída a Hidrelétrica de Belo Monte.
 Essa hidrelétrica, com capacidade de 11.182 MW, será a terceira maior do mundo, após Três Gargantas, na China, e Itaipu, entre o Brasil e Paraguai), inundará cerca de 400 km², principalmente nos municípios de Vitória do Xingu e Altamira.
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História
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Fundação: 6 de novembro de 1911 (100 anos)
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Apesar de se saber que mesmo antes de 1750 antigas Missões Jesuíticas já habitavam a região do Xingu, resultando no surgimento da Vila de Altamira, o primeiro registro formal de sua existência data de 14 de abril de 1874, que cria o município de Souzel, no qual se inseria a região que hoje compreende o município de Altamira. Pela grande extensão física e necessidades administrativas, em 6 de novembro de 1911 cria-se o município de Altamira.
Altamira consolidou-se como centro polarizador do sul do estado. Sua origem oficial esteve diretamente ligada: a) à colonização das Missões Jesuíticas, na primeira metade do século XVIII; b) à extração de borracha que perdurou até a metade do século XX; e c) ao processo de interiorização do Brasil com a abertura da fronteira amazônica, a partir da década de 1970.
Sua história extra-oficial esteve ligada sempre à presença do indígena nesse território.
Desde o período da borracha a rede urbana da região do Xingu estrutura-se a partir de Altamira.
A agricultura – principalmente arroz, cacau, feijão, milho e pimenta-do-reino –, a extração de borracha e castanha-do-pará e a pecuária são as principais atividades econômicas do município.
 A região, entretanto, defronta-se com problemas econômicos e sociais à medida que não houve os investimentos necessários em infraestrutura.
O ecoturismo tem um grande potencial no município, mas é muito pouco explorado.
Em 1972 foi implantado nesse município o marco zero da Rodovia Transamazônica (BR-230) pelo presidente brasileiro Emílio Garrastazu Médici. Iniciava-se um período de intensa exploração da floresta amazônica, com assentamentos de colonos e abertura de vias terrestres, algumas já abandonadas e outras que geraram os município da região (Medicilândia, Anapu, Vitória do Xingu etc.).
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Conflitos
Os conflitos que historicamente marcam a ocupação da Amazônia estão reproduzidos em Altamira. Segundo Daniela Chiaretti, os conflitos envolvem "garimpeiros que não gostam de índios que brigam com agricultores que têm problemas com ribeirinhos que são invisíveis para quem vive na cidade.
De vez em quando há uma troca de parceiros nessa dança, mas o resultado costuma ser confusão"
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Ficheiro:Lixão Altamira Pará.JPG
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Lixão do município de Altamira
Créditos da Imagem : Igor Cavallini Johansen / Wikipédia Commons
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Economia, infraestrutura e condições sócio-econômicas
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A agricultura (arroz, cacau, feijão, milho, pimenta-do-reino) e a extração de borracha e castanha-do-pará e a pecuária como principal são as principais atividades econômicas do município.
Entretanto, o município ainda não dispõe de acessos pavimentados, pois a única rodovia utilizada para chegar ao município é a Rodovia Transamazônica (BR-230), que teve seu processo de pavimentação interrompido na década passada, o que deixa o município por um longo período (chuvas) incomunicável por malha rodoviária, corroborando com o pouco desenvolvimento industrial. Até 1998 o município era alimentado por uma central termoelétrica desativada logo após a inauguração da LT 230 KV Tucuruí - Altamira, projeto Tramo-oeste desenvolvido pela Eletronorte.
A região sofre de um abandono estrutural crônico, um processo de atrofia econômica e consequentemente social, pois não foram feitos investimentos necessários para a região, uma vez que a infraestrutura é precária.
Demandas históricas para dirimir conflitos como o cipoal fundiário, conflito por terras, assistência básica a doenças como a dengue e violência são problemas permanentes.
Em 2010, a quantidade de desempregados é de 15 a 20 mil pessoas, em uma população com cerca de 20% de analfabetos e 1% tem nível superior.
De acordo com o Censo Demográfico de 2000, ao se observar as características da população residente em Altamira, nota-se, no que tange à renda, que de um total de 17.469 domicílios, a maioria (52,4%) possui rendimento de mais de 2 a 10 salários mínimos, sendo 18,6% do total de domicílios enquadrados na faixa de mais de 3 a 5 salários mínimos.
Nota-se, ainda, que para o mesmo período, 4,5% da população recebiam até meio salário mínimo ou não possuíam rendimento.
No que diz respeito à educação, Altamira possuía em 2000 90,9% da população de 10 a 14 anos alfabetizada; 93,8% da população de 15 a 19 anos e 79,8% da população de 20 anos ou mais.
Tendo como referência a população acima de 10 anos, verifica-se que 83,8% era alfabetizada.
As condições habitacionais, por sua vez, são bastante adversas.
 Conforme o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), a infraestrutura externa aos domicílios de Altamira apresentam precariedade generalizada. Em 2007, da população urbana do município, somente 72,0% eram atendidos pela coleta de resíduos sólidos.
 Além disso, em 2008, apenas 11,2% da população era atendida com abastecimento de água, além de que esgotamento sanitário não havia em nenhum ponto do município, nem mesmo nas áreas centrais da área urbana.
Uma das propostas de investimento é a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, cujo impacto divide opiniões.
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Ficheiro:Ambiente.jpg
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Mensagem em muro à beira da Rodovia Transamazônica, que passa pela área urbana de Altamira.
Créditos da Imagem: Igor Cavallini Johansen / Wikimédia Commons
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A enchente de abril de 2009
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A maior cheia da história da cidade de Altamira foi provocada pelas sucessivas barragens construídas aleatoriamente ao longo do igarapé Altamira, ocupado por produtores rurais em função da rodovia Transamazônica.
Ninguém parece ter pensado numa hipótese factível com a nova paisagem: o que aconteceria se uma das barragens se rompesse e o fluxo d’água seguisse pelas outras na direção da cidade? Uma tragédia, é claro. Foi o que aconteceu no domingo de páscoa, com danos como nunca houve antes, em função de chuvas muito mais intensas do que em outros invernos rigorosos. Foram 200 milímetros num único dia.
A prefeitura de Altamira decretou, em 14 de abril de 2009, estado de calamidade pública em razão das fortes chuvas que atingiram o Estado naquele período. Segundo a Defesa Civil estadual, as chuvas causaram o rompimento de vários açudes, provocando uma forte enxurrada.
Cerca de 15 mil pessoas foram prejudicadas.
inundação ainda causou a queda de várias casas e pontes na cidade.
O acesso a Altamira ficou comprometido.
A chuva destruiu parte da Rodovia Transamazônica.
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Cultura
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O tacacá é um prato típico amazônico, especialmente do Pará, Acre, Amazonas, Rondônia e Amapá. Trata-se de uma comida regional preparada com o tucupi (caldo da mandioca, previamente fervido com alho e chicória), camarões secos graúdos, goma (mingau feito com uma massa fina e branca, resultado da lavagem da mandioca ralada) e jambú (planta considerada afrodisíaca).
O Tacacá é servido em cuias, acompanhado ou não com molho de pimenta-de-cheiro.
Em Altamira há o Festival do Tacacá, festa organizada por uma escola conveniada (municipío e igreja católica) que atrai admiradores de vários lugares do Brasil.
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Biodiversidade
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Floresta Nacional de Altamira
Superfície:689.012 hectares.
Bioma: Amazônia 100%
Floresta Ombrófila Aberta 74%
Floresta Ombrófila Densa 23%
A Flona de Altamira é uma das portas de entrada para a Terra do Meio, situada entre os rios Xingu e Tapajós, no estado do Pará. Cercada por terras indígenas, a região possui uma das maiores áreas de floresta relativamente não perturbadas na Amazônia Oriental.
A região é de importância crítica para a vida selvagem, abrigando numerosas espécies animais ameaçadas, incluindo onças, jacarés-açu, macacos-aranha, cuxiú da cara branca e tamanduás.
As maiores concentrações remanescentes de mogno (Swietenia macrophylla) no Brasil estão localizadas na Terra do Meio e nas terras indígenas dos arredores.
A Floresta Nacional de Altamira é também importante para a proteção de comunidades indígenas situadas em suas proximidades, funcionando com zona-tampão para as terras indígenas Baú, Xipaia e Curuá.
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Hidrografia
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Ficheiro:Rio Xingu.jpg
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Rio Xingu visto do espaço.
Créditos da Imagem:NASA / Wikimédia Commons
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Rio Xingu
Rio Iriri
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Ficheiro:Curua1.jpg
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Cachoeira Rasteira no Rio Curuá, às margens da BR-163
Créditos da Imagem:Guto.1992/Alesson Machado / Wikimédia Commons
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Rio Curuá
Rio Catete
Rio Chiché
Riozinho do Amfrísio
Rio Iriri Novo
Rio Ximxim
Riozinho Jucatã
Rio Carajaí
Rio Novo
Rio Ituna
Rio Ipiaçava
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Fonte de Pesquisa:

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