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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Altamira (Pará)

Ficheiro:Altamira Pará.JPG
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Vista parcial de Altamira.
Créditos da Imagem :Igor Cavallini / Wikimédia Commons
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Altamira é um município brasileiro localizado no estado do Pará. Até 2009, foi o maior município do Mundo em extensão territorial, com uma área de 159 695,938 km², ultrapassando vários países como Portugal, Islândia, Irlanda, Suíça, entre outros.
Fica a uma altitude de 109 metros, latitude 03º12'12" sul e longitude 52º12'23" oeste. Sua população estimada em 2010 era de 105 030 habitantes.
A rodovia Transamazônica atravessa o município no sentido leste-oeste numa extensão de 60 km, ligando Altamira a Belém (800 km), Marabá (500 km), Itaituba (500 km) e Santarém (500 km).
Característica notória do município é sua hidrografia: Altamira está cravada às margens do rio Xingu, com sua série de afluentes e cachoeiras que se distribuem por toda a região.
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Geografia
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Altamira possui uma área de 159 695,938 km², o que o torna o maior município do Brasil e o segundo maior do mundo em extensão territorial (segundo apenas para Qaasuitsup, município gronelandês instituído em 1 de janeiro de 2009).
Se o município de Altamira fosse um país, seria o 91º país mais extenso do mundo, maior que Grécia e Nepal.
Se fosse um estado brasileiro, seria o 16º maior, um pouco menor que o Paraná e maior que o Acre e o Ceará.
No município de Altamira inicia-se a "volta grande do Xingu", trecho sinuoso e cheio de cachoeiras do Rio Xingu onde, no final do trecho, será construída a Hidrelétrica de Belo Monte.
 Essa hidrelétrica, com capacidade de 11.182 MW, será a terceira maior do mundo, após Três Gargantas, na China, e Itaipu, entre o Brasil e Paraguai), inundará cerca de 400 km², principalmente nos municípios de Vitória do Xingu e Altamira.
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História
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Fundação: 6 de novembro de 1911 (100 anos)
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Apesar de se saber que mesmo antes de 1750 antigas Missões Jesuíticas já habitavam a região do Xingu, resultando no surgimento da Vila de Altamira, o primeiro registro formal de sua existência data de 14 de abril de 1874, que cria o município de Souzel, no qual se inseria a região que hoje compreende o município de Altamira. Pela grande extensão física e necessidades administrativas, em 6 de novembro de 1911 cria-se o município de Altamira.
Altamira consolidou-se como centro polarizador do sul do estado. Sua origem oficial esteve diretamente ligada: a) à colonização das Missões Jesuíticas, na primeira metade do século XVIII; b) à extração de borracha que perdurou até a metade do século XX; e c) ao processo de interiorização do Brasil com a abertura da fronteira amazônica, a partir da década de 1970.
Sua história extra-oficial esteve ligada sempre à presença do indígena nesse território.
Desde o período da borracha a rede urbana da região do Xingu estrutura-se a partir de Altamira.
A agricultura – principalmente arroz, cacau, feijão, milho e pimenta-do-reino –, a extração de borracha e castanha-do-pará e a pecuária são as principais atividades econômicas do município.
 A região, entretanto, defronta-se com problemas econômicos e sociais à medida que não houve os investimentos necessários em infraestrutura.
O ecoturismo tem um grande potencial no município, mas é muito pouco explorado.
Em 1972 foi implantado nesse município o marco zero da Rodovia Transamazônica (BR-230) pelo presidente brasileiro Emílio Garrastazu Médici. Iniciava-se um período de intensa exploração da floresta amazônica, com assentamentos de colonos e abertura de vias terrestres, algumas já abandonadas e outras que geraram os município da região (Medicilândia, Anapu, Vitória do Xingu etc.).
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Conflitos
Os conflitos que historicamente marcam a ocupação da Amazônia estão reproduzidos em Altamira. Segundo Daniela Chiaretti, os conflitos envolvem "garimpeiros que não gostam de índios que brigam com agricultores que têm problemas com ribeirinhos que são invisíveis para quem vive na cidade.
De vez em quando há uma troca de parceiros nessa dança, mas o resultado costuma ser confusão"
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Ficheiro:Lixão Altamira Pará.JPG
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Lixão do município de Altamira
Créditos da Imagem : Igor Cavallini Johansen / Wikipédia Commons
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Economia, infraestrutura e condições sócio-econômicas
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A agricultura (arroz, cacau, feijão, milho, pimenta-do-reino) e a extração de borracha e castanha-do-pará e a pecuária como principal são as principais atividades econômicas do município.
Entretanto, o município ainda não dispõe de acessos pavimentados, pois a única rodovia utilizada para chegar ao município é a Rodovia Transamazônica (BR-230), que teve seu processo de pavimentação interrompido na década passada, o que deixa o município por um longo período (chuvas) incomunicável por malha rodoviária, corroborando com o pouco desenvolvimento industrial. Até 1998 o município era alimentado por uma central termoelétrica desativada logo após a inauguração da LT 230 KV Tucuruí - Altamira, projeto Tramo-oeste desenvolvido pela Eletronorte.
A região sofre de um abandono estrutural crônico, um processo de atrofia econômica e consequentemente social, pois não foram feitos investimentos necessários para a região, uma vez que a infraestrutura é precária.
Demandas históricas para dirimir conflitos como o cipoal fundiário, conflito por terras, assistência básica a doenças como a dengue e violência são problemas permanentes.
Em 2010, a quantidade de desempregados é de 15 a 20 mil pessoas, em uma população com cerca de 20% de analfabetos e 1% tem nível superior.
De acordo com o Censo Demográfico de 2000, ao se observar as características da população residente em Altamira, nota-se, no que tange à renda, que de um total de 17.469 domicílios, a maioria (52,4%) possui rendimento de mais de 2 a 10 salários mínimos, sendo 18,6% do total de domicílios enquadrados na faixa de mais de 3 a 5 salários mínimos.
Nota-se, ainda, que para o mesmo período, 4,5% da população recebiam até meio salário mínimo ou não possuíam rendimento.
No que diz respeito à educação, Altamira possuía em 2000 90,9% da população de 10 a 14 anos alfabetizada; 93,8% da população de 15 a 19 anos e 79,8% da população de 20 anos ou mais.
Tendo como referência a população acima de 10 anos, verifica-se que 83,8% era alfabetizada.
As condições habitacionais, por sua vez, são bastante adversas.
 Conforme o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), a infraestrutura externa aos domicílios de Altamira apresentam precariedade generalizada. Em 2007, da população urbana do município, somente 72,0% eram atendidos pela coleta de resíduos sólidos.
 Além disso, em 2008, apenas 11,2% da população era atendida com abastecimento de água, além de que esgotamento sanitário não havia em nenhum ponto do município, nem mesmo nas áreas centrais da área urbana.
Uma das propostas de investimento é a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, cujo impacto divide opiniões.
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Ficheiro:Ambiente.jpg
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Mensagem em muro à beira da Rodovia Transamazônica, que passa pela área urbana de Altamira.
Créditos da Imagem: Igor Cavallini Johansen / Wikimédia Commons
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A enchente de abril de 2009
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A maior cheia da história da cidade de Altamira foi provocada pelas sucessivas barragens construídas aleatoriamente ao longo do igarapé Altamira, ocupado por produtores rurais em função da rodovia Transamazônica.
Ninguém parece ter pensado numa hipótese factível com a nova paisagem: o que aconteceria se uma das barragens se rompesse e o fluxo d’água seguisse pelas outras na direção da cidade? Uma tragédia, é claro. Foi o que aconteceu no domingo de páscoa, com danos como nunca houve antes, em função de chuvas muito mais intensas do que em outros invernos rigorosos. Foram 200 milímetros num único dia.
A prefeitura de Altamira decretou, em 14 de abril de 2009, estado de calamidade pública em razão das fortes chuvas que atingiram o Estado naquele período. Segundo a Defesa Civil estadual, as chuvas causaram o rompimento de vários açudes, provocando uma forte enxurrada.
Cerca de 15 mil pessoas foram prejudicadas.
inundação ainda causou a queda de várias casas e pontes na cidade.
O acesso a Altamira ficou comprometido.
A chuva destruiu parte da Rodovia Transamazônica.
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Cultura
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O tacacá é um prato típico amazônico, especialmente do Pará, Acre, Amazonas, Rondônia e Amapá. Trata-se de uma comida regional preparada com o tucupi (caldo da mandioca, previamente fervido com alho e chicória), camarões secos graúdos, goma (mingau feito com uma massa fina e branca, resultado da lavagem da mandioca ralada) e jambú (planta considerada afrodisíaca).
O Tacacá é servido em cuias, acompanhado ou não com molho de pimenta-de-cheiro.
Em Altamira há o Festival do Tacacá, festa organizada por uma escola conveniada (municipío e igreja católica) que atrai admiradores de vários lugares do Brasil.
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Biodiversidade
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Floresta Nacional de Altamira
Superfície:689.012 hectares.
Bioma: Amazônia 100%
Floresta Ombrófila Aberta 74%
Floresta Ombrófila Densa 23%
A Flona de Altamira é uma das portas de entrada para a Terra do Meio, situada entre os rios Xingu e Tapajós, no estado do Pará. Cercada por terras indígenas, a região possui uma das maiores áreas de floresta relativamente não perturbadas na Amazônia Oriental.
A região é de importância crítica para a vida selvagem, abrigando numerosas espécies animais ameaçadas, incluindo onças, jacarés-açu, macacos-aranha, cuxiú da cara branca e tamanduás.
As maiores concentrações remanescentes de mogno (Swietenia macrophylla) no Brasil estão localizadas na Terra do Meio e nas terras indígenas dos arredores.
A Floresta Nacional de Altamira é também importante para a proteção de comunidades indígenas situadas em suas proximidades, funcionando com zona-tampão para as terras indígenas Baú, Xipaia e Curuá.
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Hidrografia
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Ficheiro:Rio Xingu.jpg
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Rio Xingu visto do espaço.
Créditos da Imagem:NASA / Wikimédia Commons
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Rio Xingu
Rio Iriri
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Ficheiro:Curua1.jpg
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Cachoeira Rasteira no Rio Curuá, às margens da BR-163
Créditos da Imagem:Guto.1992/Alesson Machado / Wikimédia Commons
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Rio Curuá
Rio Catete
Rio Chiché
Riozinho do Amfrísio
Rio Iriri Novo
Rio Ximxim
Riozinho Jucatã
Rio Carajaí
Rio Novo
Rio Ituna
Rio Ipiaçava
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Fonte de Pesquisa:

São Félix do Xingu (Pará)

Ficheiro:SaoFelixdoXingu32.jpg
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Vista aérea da cidade
Créditos da imagem: Valter Campanato/ABr / Wikimédia Commons
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São Félix do Xingu é um município brasileiro do estado do Pará.
 Localiza-se a 1050 quilômetros da capital do estado. Possui área de 84 212,426 km².
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História
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As origens de São Félix estão intimamente ligadas ao município de Altamira.
 Em 14 de abril de 1874, por meio da Lei nº 811, foi criado o município de Sousel, do qual Altamira fazia parte. Na primeira década do Século XX, o governo desmembrou aquele município, criando o de Xingu, com sede em Altamira.
Conforme divisão territorial, com data de 31 de dezembro de 1936, Xingu compunha-se de onze distritos: Altamira, Novo Horizonte, São Félix, Porto de Moz, Tapará, Vilarinho do Monte, Veiros, Aquiqui, Sousel, Alto Xingu e Iriri.
Pelo disposto no decreto-lei nº 2.972, de 31 de março de 1938, foi mudado o topônimo do Município de Xingu para Altamira, que passou a ser formado por dois distritos: Altamira e Novo Horizonte (zonas de Novo Horizonte e São Félix).
Tal situação foi confirmada por meio do decreto-lei nº 3.131, de 31 de outubro de 1938, que estabelecia a divisão territorial do estado para o período de 1939-1943.
Na divisão territorial do estado, fiada pelo decreto-lei nº 5.505, de 30 de dezembro de 1943, Altamira mantinha-se com dois distritos: o de Altamira e o de Gradaús (ex-Novo Horizonte).
Em 29 de dezembro de 1961, durante o governo de Aurélio do Carmo, por meio da Lei nº 2.460, foi criado o município de São Félix do Xingu, com área desmembrada do município de Altamira.
Com as Leis de número 5.449 e 5.455, de 10 de maio de 1988, São Félix do Xingu teve seu território desmembrado para criar os municípios de Ourilândia do Norte e Tucumã.
A produção de seringa, borracha e caucho é a origem do Município de São Félix do Xingu – PA.
Para incentivar a produção, os donos dos seringais decidiram reunir os seringueiros e caucheiros, junto com suas famílias, no mesmo local, denominado de “Barracão do Aviador”.
Um desses barracões foi erguido no lugar chamado “Boca do Rio”, na confluência (lado direito) dos rios Fresco e Xingu.
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Ficheiro:SaoFelixdoXingu06.jpg
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São Félix do Xingu (Pará) - Ruas da cidade.
Créditos da Imagem : Valter Campanato/ABr / Wikimédia Commons
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Em 1914 o Coronel Tancredo Martins Jorge – um dos grandes seringalistas da região – deixou o lugarejo conhecido por Ilhota São Félix para se instalar na localidade Boca do Rio Fresco ou Boca do Rio, onde hoje está a cidade de São Félix.
Através de uma estrada de terra, Boca do Rio ligava-se às regiões do Araguaia e Tocantins.
E foi por esse caminho que centena s de nordestinos começaram a chegar ao povoado, que passou a se chamar São Félix da Boca do Rio.
O domínio econômico, até então mantido por Altamira, começou a mudar. Em 1955 o povoado foi elevado à condição de município, com o nome São Félix de Gradaús.
 Porém, seis meses depois voltou a ser anexado ao território de Altamira. A separação definitiva veio em 29 de dezembro de 1961, quando foi criado o município de São Félix do Xingu.
Lei de criação O Município de São Félix do Xingu, foi criado pela Lei nº 2.460, de 29 de dezembro de 1961, publicada no Diário Oficial em 30 de dezembro de 1961. São Félix foi desmembrado do município de Altamira com os seguintes limites: município de Altamira, município de Senador José Porfírio, município de Marabá, município de Conceição do Araguaia, e Estado de Mato Grosso.
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Geografia
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Localiza-se a uma latitude 06º38'41" sul e a uma longitude 51º59'42" oeste, estando a uma altitude de 220 metros. Sua população estimada em 2004 era de 39 774 habitantes.
Possui uma área de 84607,39 km².
Atualmente, além da Sede, o município é constituído por quatro distritos: Taboca, Nereu, Lindoeste e Ladeira Vermelha.
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Ficheiro:SaoFelixdoXingu41.jpg
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Créditos da Imagem : Valter Campanato/ABr / Wikimédia Commons
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Hidrografia
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São Félix do Xingu e rodeado por vários rios, os dois principais que cercam a cidade são os rios Fresco e o rio Xingu que são ótimas atrações turísticas.
Estes também são usados para pesca e transporte no período da cheia.
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Transportes
A cidade é servida pela rodovia PA 279, sendo que a rodovia possui 53 km de estrada não pavimentada em condições ruins de trafegabilidade, assim como o asfalto, depois de dois anos, apresenta inúmeros problemas de construção. São várias "crateras", promovendo acidentes e estragos constantes nos que trafegam pela região.
Infelizmente o aeroporto de São Félix do Xingu não está mais ativo, não havendo mais nenhum voo comercial.
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Ficheiro:QueimadaSaoFelix.jpg
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Queimadas que os pecuaristas fazem para roçar e limpar os pastos, na estrada no município de São Félix
Créditos da Imagem: Valter Campanato/ABr / Wikimédia Commons
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Economia
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A base da economia do município é a pecuária de corte pois possui o maior rebanho do Brasil com mais de 1,7 milhões de cabeças. (Ref.: Jornal Folha de São Paulo, 13 de janeiro de 2008, primeira página).
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Fonte de Pesquisa:

terça-feira, 8 de março de 2011

Acará ( Pará )

[Prefeitura+Municipal+de+ACará.JPG]

Prefeitura de Acará
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Acará é um município brasileiro do estado do Pará.
Que faz parte da microrregião de Tomé-Açu.
Localiza-se a uma latitude 01º57'39" sul e a uma longitude 48º11'48" oeste, estando a uma altitude de 25 metros. 
Sua população estimada em 2004 era de 60 039 habitantes. 
Possui uma área de 4363,6 km². Terra do inventor Brasileiro Júlio César Ribeiro de Sousa.
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Igreja Assembléia em Acará
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História
Foi criado com as explorações portuguesas em direção ao interior do Estado utilizando rios que ao percorrerem o rio Acará acabaram por fundar a localidade, atraídos pela navegação fácil e terras férteis com abundante madeira.
Foi ergida em 1958, pelo Governador Francisco Xavier de Mendonça Furtado, que a denominou de São José, ficando batizada, originalmente, como São José de Acará. Em 1833, por ocasião da divisão do Estado em comarcas, ficou pertencendo a comarca da capital.
A frguesia de Moju atual Acará, conforme adaptado de relatos históricos de Palma Muniz e Teodoro Braga, foi criada pela Lei nº 14 de 9 de setembro de 1839.
Pela Lei nº 53, de 4 de setembro de 1840, houve outra divisão territorial em da parte banhado pelo rio Acará, em Freguesia de São José de Acará, e freguesia de Nossa Senhora da Sociedade de Cairary lado oposto.
Com a Lei nº 441 de 20 de agosto de 1864, determinou-se que a freguesia de Moju e a de Cairari fossem anexadas ao município da Capital.
O resultado do dinamismo e desenvolvimento das áreas banhadas pelo rio Acará, sobretudo das Freguesias do São José e de Nossa Senhora da Sociedade, levaram o Legislativo Provincial á criação de um novo município.
Foi denominado de São José de Acará, a então freguesia foi elevada á categoria de Vila e instalada, em 23 de março de 1876, de acordo com a Lei Provincial nº 839, promulgada em 19 de abril de 1875, que a desmembrou de Moju. Esta mesma Lei o elevou á categoria de Vila.
Conforme fontes históricas consultadas o primeiro Presidente da Câmara Municipal foi D. Antônio Carlos de Paiva, e por outro lado, que o nome do Município advém de uma de uma expressão indígena que significa aquele que morde, uma referência direta aos peixes que se encontram nos cursos dos rios de água doce, em particular, no rio Acará.
Igreja Matriz
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Em seguida o Governo provisório, instalado no Estado, dissolveu a Câmara Municipal, em 19 de fevereiro de 1890, mediante a promulgação do Decreto nº 46 e 47, foi criado o Conselho de Intendência Municipal, elegendo, para o cargo de Intendente, Francisco Xavier Armandio de Oliveira.
No período da República, sua estrutura político-administrativa, de município, foi alterada pelo decreto Estadual, nº 06 de 4 de novembro de 1930, o município foi extinto e seu território foi anexado ao Município de Belém, confirmada pelo Decreto Estadual nº 78, de 27 de dezembro.
Dois anos mais tarde, em 1932, de acordo com a Lei Estadual nº 579, de 8 de janeiro, foi novamente desmemnrado de Belém, e, em 31 de outubro de 1935, foi reconhecido como Município, ganhando novamente sua autonomia.
De acordo com a Lei nº 1127, de 11 de março de 1955, o Município de Acará sofreu outra tentativa de desmembramento do seu território, para constituir o município de Tomé-Açu. Esta Lei no entanto, foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, em 4 de outubro do mesmo ano da sua promulgação fato que inviabilizou o desmembramento.
Quatro anos após, em 1959, o governo do Estado promulgou a Lei Estadual nº 1725, em 17 de março, mediante a qual foi criado, em definitivo, o município de Tomé-Açu, com terras pertencentes a Acará, de onde Tomé-Açu era distrito.
Em 1988, com a promulgação da Lei nº 5452, de 10 de maio, originou novo desmembramento das terras patrimoniais desse município, desta vez para criar o município de Tailândia.
Terra de pessoas importantes como João Batista Gonçalves Campos, o famoso Cônego Batista Campos, reconhecido como o grande articulador do movimento revolucionário, conhecido como Cabanagem e Júlio César, o pioneiro da aviação.
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Rio Acará
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Geografia
Distritos
Conta com três distritos legalmente constituídos:
Acará, como sede municipal
Guajará-Mirim
Jaguarari
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Hidrografia
Rio Acará
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Transporte
Transporte existente no Município são: Onibus, vans e 02 barcos que fazem viagem ainda via marítima até Belém.
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Rodovias
Existe apenas uma Rodovia Estadual: PA-252, atualmente existe também o Ramal da Alça Viária que liga a Alça Viaria e da cidade até a alça são 52 km.
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Economia
O município de Acará é o principal produtor brasileiro de mandioca correspondendo a 2,3% da produção nacional, com produção estimada de 600 mil tonaladas por ano.
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Fonte de pesquisa:
Creditos das imagens:

domingo, 12 de dezembro de 2010

Santarém (Pará)

Ficheiro:Santarem.jpg
Santarém é um município brasileiro do estado do Pará. A "Pérola do Tapajós", como ficou poeticamente conhecida a cidade de Santarém, está situada na microrregião do Médio Amazonas, a 36m de altitude, na confluência dos rios Amazonas e Tapajós. Dista 1.369 km da capital do estado (807 em linha reta aproximadamente) e ocupa uma área de 22.887,08 km², com uma população de 276.665.
O clima é quente e úmido com temperatura média anual variando de 25º a 28 °C. Apresenta pluviosidade média de 1.920 mm. As temperaturas mais elevadas ocorrem entre os meses de junho a novembro e o período de maior precipitação pluviométrica é dezembro a maio.
História
A história de Santarém começa com a primeira notícia que se tem do contato do homem "civilizado" e os índios Tupaiús ou Tapajós. Nurandaluguaburabara seria, talvez, o chefe dos Tupaiús, citado pelo monge dominicano Frei Gaspar de Carvajal que fazia parte da expedição de Francisco Orellana pela região, em 1542.
Em 1626, dá-se a chegada dos novos habitantes na região, na maioria portugueses. O Começo da povoação de Santarém foi marcado pela luta de terras entre índios e brancos.
Santarém foi fundada pelo Pe. João Felipe Bettendorff, em 22 de junho de 1661, recebendo o nome em homenagem à cidade Portuguesa de Santarém. Logo ao chegar, o fundador construiu, de taipa, a primeira capela de Nossa Senhora da Conceição. Trinta e seis anos mais tarde, em 1697, ocorreu a inauguração da Fortaleza do Tapajós, numa colina próxima ao Rio Tapajós, para melhor proteção dos ataques de estrangeiros.
A Aldeia dos Tapajós, como era chamada, foi elevada à categoria de vila, em 14 de março de 1758, por Francisco Xavier de Mendonça Furtado, o então governador da Província do Grão Pará, recebendo o nome de Santarém. Foi elevada à categoria de cidade, em 24 de outubro de 1848, em consequência de seu notável 
desenvolvimento.
Alter Do Chão - Santarém- Pará
Altér do Chão
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Cronologia
1542 - Primeira referência escrita de que se tem notícia com relação ao contato de brancos civilizados com os índios Tupaius ou Tapajós, onde se relata que Francisco Orellana saqueou as plantações de roça e milho desses índios.
1626 - Pedro Teixeira - Capitão Português - Chega à taba dos Tupaius com o objetivo de comprar silvícolas prisioneiros de guerra de outras tribos, para depois escravizá-los. No entanto, os Tupaius não aceitavam esse tipo de negócio, cabendo ao Capitão adquirir esteiras e outras curiosidades, além de manter um ótimo relacionamento com os índios.
1639 - Bento Maciel - Sargento-mor da Capitania do Cabo Norte - investe de surpresa sobre a aldeia dos Tapajós, com fúria implacável, dizimando grande número de índios.
1659 - Padre Antônio Vieira - Primeiro Jesuíta que veio expressamente ao Tapajós.
1661 - 22 de junho: Padre João Felipe Bettendorf instala missão na aldeia dos Tapajós, dando origem à cidade de Santarém.
Lago Do Juá – Santarém Pa
Lago do Juá
1697 - Inauguração da Forte dos Tapajós.
1757 - Extinção das Missões Religiosas.
1758 - Aldeia dos Tapajós é elevada à categoria de Vila pelo Capitão-general Francisco Xavier de Mendonça Furtado (governador da Província do Grão-Pará), recebendo o nome de Santarém, em homenagem à cidade de Santarém em Portugal.
1761 - Um século após a construção da primeira capelinha de Nossa Senhora da Conceição, é iniciada a edificação da nova igreja mais a leste.
1819 - Visitam a Vila de Santarém os cientistas europeus Carlos Frederico Von Martius e Johann Baptist Von Spix.
1828 - O Legislativo passa a denominar-se Câmara Municipal, através de Lei Imperial.
1829 - 1 de junho: Instalação da primeira Câmara Municipal.
1835 - Início da Cabanagem - movimento revolucionário popular, cujo nome deriva do fato de que a grande maioria dos revolucionários era de origem humilde, habitantes de barracas ou cabanas.
1848 - 24 de outubro: A Vila de Santarém, pela Lei nº 145, é elevada à categoria de Cidade.
Lago Do Juá – Santarém - Pará
Lago Do Juá
1853 - Início da construção da antiga Prefeitura Municipal.
1853 - Outubro: Circula em Santarém o primeiro jornal da cidade com o nome de Amazoniense.
1867 - 17 de setembro: Chegada a Santarém dos primeiros confederados norte-americanos para instalar colônia.
1888 - 13 de maio: Santarém antecipa-se à Lei Áurea extinguindo a escravatura.
1896 - 28 de junho: Inauguração do Teatro Vitória.
1900 - 3 de maio: Inauguração do Grupo Escolar de Santarém (atual Frei Ambrósio). É a mais antiga escola em funcionamento na cidade de Santarém.
1903 - 21 de setembro: Criação da Prelazia de Santarém, através do decreto "Romani Pontifices" do Papa Pio X.
1904 - 29 de setembro: Instalação solene da Prelazia de Santarém e posse do primeiro prelado Monsenhor Frederico Benício de Sousa Costa.
1907 - 3 de agosto: Chegada a Santarém dos primeiros franciscanos chefiados por Frei Amando Bahlmann.
1908 - A Prelazia de Santarém é oficialmente confiada aos franciscanos, sendo Frei Amando Bahlmann nomeado Prelado.
1910 - Fundação da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição por Dom Amando Bahlmann e Madre Maria Imaculada.
1915 - 31 de maio: Inauguração do novo convento e orfanato de Nossa Senhora de Lourdes (atual Colégio Santa Clara).
1918 - Criação e funcionamento da Escola São Francisco por Frei Ambrósio Philipsenburg.
1919 - 29 de novembro: Realização do primeiro Círio de Nossa Senhora da Conceição em Santarém.
1928 - Chegada a Santarém de navios trazendo homens e máquinas enviados por Henry Ford para a implantação da Companhia Ford Industrial do Brasil. Fordlândia (município de Itaituba) e depois Belterra (município de Santarém) foram os locais escolhidos pelos técnicos de Ford para o cultivo em grande escala da seringueira.
1940 - 2 de julho: Inauguração do primeiro estabelecimento bancário em Santarém, sub-agência do Banco do Brasil S/A.
1942 - Criação do Serviço Especial de Saúde Pública (SESP) através de acordo firmado entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos da América do norte. Mais tarde, já sob a tutela exclusiva do governo brasileiro foi transformado em Fundação.
santarem-  Por julio cesar de almeida
1943 - 14 de março: Inauguração do Ginásio Dom Amando.
1943 - 25 de junho: Chegada a Santarém dos quatro primeiros sacerdotes franciscanos da Província do Sagrado Coração de Jesus, dos Estados Unidos da América do Norte.
1948 - 16 de março: Instalação da Escola Técnica de Comércio do Baixo Amazonas Rodrigues dos Santos.
1948 - 15 de outubro: Criação do Instituto Batista de Santarém.

1948 - 24 de outubro: Inauguração da Rádio Clube de Santarém.
1954 - 24 de outubro: Inauguração do Serviço Telefônico de Santarém, com duzentos aparelhos automáticos, instalados pela Empresa Telefônica de Santarém Ltda.
1960 - Instalação do Ginásio Normal São Raimundo Nonato, dirigido pelas Irmãs Adoradoras do Sangue de Cristo.
1962 - 1 de maio: Realização da solenidade de lançamento da pedra fundamental para a construção da primeira escola pública a nível secundário Colégio Estadual Prof. Álvaro Adolfo da Silveira.
1964 - 5 de julho: Inauguração da Rádio Emissora de Educação Rural de Santarém Ltda.
1969 - 12 de setembro: Inclusão de Santarém na Área de Segurança Nacional, através do Decreto Lei nº 866. A partir desse momento, o santareno não mais poderia escolher o seu prefeito, que passaria a ser nomeado pelo Presidente da República.
santarem-  Por julio cesar de almeida
1970 - 14 de julho: Criação da Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), através do Decreto nº 7.125. A instalação oficial deu-se a 24 de julho.
1970 - 24 de agosto: Chegada a Santarém do Destacamento Precursor do recém-criado 8º Batalhão de Engenharia de Construção, do Exército Brasileiro, objetivando a implantação da rodovia Santarém-Cuiabá.
1970 - 12 a 19 de dezembro: Realização do 1º Festival de Música Popular do Baixo Amazonas.
1971 - 14 de outubro: Implantação do Campus Avançado da Universidade Federal de Santa Catarina em Santarém.
1974 - 11 de fevereiro: Inauguração do Cais do Porto de Santarém pelo Presidente da República General Emílio Garrastazu Médici.
1977 - 19 de agosto: Inauguração da Hidrelétrica de Curuá-Una, primeira hidrelétrica construída na Amazônia.
1979 - 26 de maio: Inauguração da TV Tapajós, pioneira em Santarém.
1980 - 6 de dezembro: Inauguração da estação rastreadora de Santarém pela Empresa Brasileira de Telecomunicações (EMBRATEL), possibilitando assim o funcionamento de canais de telefonia, telex e a captação de transmissões de televisão.
santarem-, Por julio cesar de almeida
1981 - 12 de julho: Inauguração do Anfiteatro Joaquim Toscano na praça Barão de Santarém.
1984 - Implanta-se em Santarém a primeira empresa de informática, a SANDATA - Comércio e Implantação de Microcomputadores Ltda
1985 - Criação em Santarém da primeira instituição de ensino de 3º grau do interior do Pará, o Instituto Santareno de Ensino Superior (ISES).
1985 - 15 de novembro: Eleição direta para prefeito, conforme decisão do Congresso Nacional, para municípios de área de segurança nacional.
1987 - 11 de março: Reinauguração da Casa de Cultura de Santarém, que por Decreto do Governador Jáder Barbalho passou a chamar-se Casa de Cultura Historiador João Santos.
1987 - 11 de março: Inauguração da primeira etapa do Estádio Jáder Barbalho.
1990 - Instalação em Santarém da Universidade Luterana do Brasil.
1991 - 22 de junho: Inauguração do novo prédio da Prefeitura Municipal Palácio Senador Jarbas Gonçalves Passarinho.
santarem-, Por julio cesar de almeida
1993 - 20 de agosto: Implantação do Polo Santarém da Fundação Carlos Gomes pela professora Maria da Glória Boulhosa Caputo.
1993 - o Instituto Santareno de Ensino Superior (ISES) se torna as Faculdade Integradas do Tapajós(FIT), com sus sede própria, saindo do espaço que pertençe a escola São Francisco de Assis, que funcionava até então
1994 - 10 de agosto: Instalação da Escola de Música Maestro Wilson Fonseca, nas dependências da Casa de Cultura.
1995 - 15 de setembro: Posse do maestro Wilson Fonseca em Belém na Academia Paraense de Letras.
1995 - 8 de dezembro: Criação da 1a. Caminhada de Fé com Maria, por Pe. Auricélio Paulino. Mojuí dos Campos a Santarém - 37 Kms - Nossa senhora da Conceição.
2001 – Inauguração da Orla de Santarém e do Instituto Esperança de Ensino Superior – IESPES.
2002 – Falecimento do Maestro Wilson Dias da Fonseca (Isoca).
2003 – Inauguração da Cargill em Santarém.
2007 - Chegada do novo Bispo de Santarém, Dom Esmeraldo.
2009 - Criação da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA). A primeira universidade pública com sede no interior do estado.
2010 - 25 de agosto: Inauguração do Paraíso Shopping Center, o primeiro shopping da cidade.
Geografia
Localização
Situa-se a 2º 24" 52" de latitude sul e 54º 42" 36" de longitude oeste, na região do oeste paraense, na meso região do Baixo Amazonas, na micro região de Santarém e localiza-se na margem direita do rio Tapajós, na sua confluência com o rio Amazonas. Dista cerca de 807 km, em linha reta, da capital do Estado.
Área
24.422,5 km²
Perímetro Urbano: 77 km²
Perímetro Rural: 24.345,5 km²
Limites
Norte: Alenquer;
Sul: Rurópolis e Placas
Leste: Prainha;
Oeste: Juruti
Noroeste: Monte Alegre;
Nordeste: Óbidos e Juruti
Sudeste: Prainha e Uruará
Sudoeste: Belterra e Mojuí dos Campos
Encontro das Águas, Santarém Pará
Encontro das Águas
Relevo
A Planície Amazônica ocupa a porção norte do município e constitui as áreas de várzea, temporariamente submetidas às inundações do rio Amazonas. Representa uma planície fluvial, levemente alçada em relação à lâmina d'água, possuindo as menores altitudes regionais, geralmente próximas a 20 metros. Compreende depósitos aluviais, atuais e subatuais, com predomínio de argilas e areias.
O Planalto Rebaixado da Amazônia representa uma superfície intermediária entre a planície supramencionada e o Planalto Tapajós-Xingu. Está bem caracterizado na porção centro-norte do município, ao sul da sede municipal e ao norte da serra do Piquiatuba, situado entre as cotas de 50 a 100 metros. Representa uma superfície pediplanada, desenvolvida sobre as rochas da formação Alter do Chão. Nesse domínio morfológico, o PRIMAZ/Santarém caracterizou a presença de aquíferos, livres, semi-confinados e confinados, com suas respectivas profundidades (OLIVEIRA, 1996).
O Planalto Tapajós-Xingu é a feição morfológica dominante na porção centro-sul do município, situada nas maiores altitudes regionais, entre 100 e 150 metros, em média. É caracterizado por elevações de topo plano, com encostas escarpadas e ravinadas, em forma de platôs, onde se desenvolve uma drenagem espaçada, profunda, que tem o rio Mojuí como um exemplo típico.
Hidrografia
Praias Ponta de Pedras; Maracanã; Maria José; Ponta do Cururu; Juá
A rede hidrográfica do município foi dividida em seis bacias, sendo:
BACIA DO RIO AMAZONAS
Abrange mais de 1/6 de toda a extensão territorial do município. O rio Amazonas tem grande importância para o município, não apenas pela sua alta navegabilidade e riqueza na variedade e quantidade de pescados, mas também pelas suas terras de várzeas, com elevada fertilidade natural, em virtude da deposição cíclica de sedimentos, ricos em nutrientes.Na bacia do Amazonas destacam-se, também, inúmeras comunidades com seus artesanatos em palha, madeira, cerâmica, etc.
BACIA DO RIO ARAPIUNS
Localizada na porção oeste do município, entre as bacias do Tapajós e do Amazonas, a Bacia Hidrográfica do Arapiuns ocupa uma superfície aproximada de 7.064 km², correspondendo a cerca de 28% de todo o espaço municipal. Último grande afluente do rio Tapajós, o rio Arapiuns é um rio de águas límpidas, muito pobre em fitoplâncton e, em consequência, em vida aquática. Ao longo da bacia do Arapiuns, existem inúmeras comunidades que se destacam na fabricação de artesanatos, utilizando como matérias-primas palhas e cipós diversos, além de cerâmica, madeira, tais como Cuipiranga, Urucureá, Vila Gorete, São Pedro e São Miguel.
BACIA DO RIO TAPAJÓS
É a segunda em extensão territorial, dentro das terras do município. O rio Tapajós é o principal curso d"água, cortando a porção central da região, de sul para norte, numa extensão de 132 km, até desaguar no Amazonas, em frente à cidade de Santarém. Em grande parte da bacia do Tapajós predomina uma vegetação exuberante, com presença de árvores de grande porte, às vezes com alturas de 25 m a 35 m, caracterizando uma Floresta Densa de terra firme, na qual está inserida a Floresta Nacional do Tapajós, na margem direita do Tapajós. Na bacia do Tapajós, além da beleza cênica (praias, lagos), propícias ao turismo de lazer e ao turismo contemplativo (áreas com botos, pássaros), merecem destaque as comunidades que se dedicam ao artesanato (palha/cipós/fibras, madeira, cerâmica), tais como as comunidades de Alter do Chão, Vila Franca, Anumã e Solimões.
BACIAS DOS RIOS MOJU, MOJUÍ E CURUÁ-UNA
As bacias dos rios Moju, Mojuí são tributárias da bacia do rio Curuá-Una e formam juntas toda a malha hídrica existente na chamada "Região do Planalto", composta por inúmeros igarapés e rios de pequeno porte, todos convergentes para o rio central, o Curuá-Una. Juntas perfazem um total aproximado de 9.986 km², ou cerca de 37,65% de todo o município, ocupando a porção leste da região.
A bacia do Curuá-Una, no extremo oriental, tem uma superfície aproximada de 4.055 km², representando cerca de 15% de todo o espaço municipal. O rio Curuá-Una, afluente da margem direita do Amazonas, é o principal curso d"água.
A bacia hidrográfica do Moju situa-se na porção centro-sul do municíp
io, entre as bacias do Curuá-Una e do Mojuí. Ocupa uma superfície aproximada de 3.325 km², ou cerca de 12,50% de todo o espaço municipal. O rio Moju, afluente da margem esquerda do Curuá-Una, é o principal curso d"água.A bacia do Mojuí está situada na porção central da região circundada pelas bacias do Tapajós, Amazonas, Curuá-Una e Moju. Ocupa uma superfície com cerca de 2.605 km², ou 9,80% do espaço municipal. O rio Mojuí, afluente do Moju, é o principal curso d"água.
Economia
Atividades econômicas importantes são: a extração de madeira, borracha e castanha-do-pará; as culturas de juta, mandioca ,arroz , soja e milho; a criação de bovinos, suínos e aves de granja; a pesca e a indústria de fibras, além do processamento de pescado para exportação.
Filiais de alguns dos mais importantes bancos do país, como o Banco do Brasil, Itaú, Caixa Econômica Federal, HSBC, Bradesco, Banpará, Banco Real e BASA (Banco da Amazônia S.A)
A ligação da cidade com a rodovia Transamazônica, em 1972, através da Rodovia Santarém-Cuiabá (BR-163), contribuiu bastante para o desenvolvimento do comércio local.
Infra-estrutura
Aeroporto de Santarém
Principais logradouros
Avenida Tapajós
Avenida Mendonça Furtado
Avenida São Sebastião
Avenida Rui Barbosa
Avenida Barão do Rio Branco
Rua Lameira Bittencourt
Rua Floriano Peixoto
A ligação da cidade com a rodovia Transamazônica, em 1972, através da Rodovia Santarém-Cuiabá (BR-163), contribuiu bastante para o desenvolvimento do comércio local.
Transporte
A cidade tem um porto de intenso movimento, capaz de abrigar navios de grande calado, e ligado à rodovia Santarém-Cuiabá. O aeroporto tem linhas domésticas regulares para todo o Brasil, principalmente para Belém e Manaus.
Educação
Santarém é marcada, no que diz respeito a educação, por um predomínio de congregações missionárias. Os colégios particulares Cristo Salvador (pertencente ao CEULS/ ULBRA), Carequinha, Santa Clara, Dom Amando,Colégio Batista e o Colégio Tapajós (pertence a FIT) são tidos como os de melhor qualidade no ensino. Entre as escolas públicas são apresentadas Colégio São Francisco, a Escola Álvaro Adolfo da Silveira, Colégio Rodrigues dos Santos, Colégio São Raimundo Nonato e Frei Ambrósio como as que concentram o maior número de alunos, sendo a última a mais antiga, com quase 110 anos.
Santarém pode ser considerada uma cidade universitária, contando com 6 instituições de ensino superior. As faculdades presentes no município são UFPA (Universidade Federal do Pará), UEPA (Universidade do Estado do Pará), CEULS/ULBRA (Centro Universitário Luterano de Santarém), FIT (Faculdades Integradas do Tapajós), IESPES (Instituto Esperança de Ensino Superior) e a UFRA (Universidade Federal Rural da Amazônia).
Cultura
Em Santarém encontra-se a Cerâmica Tapajós que está dividida em dois tipos de vasos: o de gargalo e o de cariátides. Esta cerâmica é uma das mais antigas e, de tão perfeita, chega a ser comparada até mesmo com a mais fina porcelana chinesa. É a segunda maior cidade do pará com quase 300 mil habitantes.
Existem peças da cerâmica Tapajós espalhadas por vários museus do mundo. Na cidade de Santarém encontra-se um pequeno legado dessas peças no Centro Cultural João Fona.
Museus
Museu João Fona
Museu do Índio
Museu de Arte Sacra
Museu Dica Frazão
Esporte
Estádio Jáder Barbalho(Nome Atual : Colosso do Tapajós)
Pontos turísticos
Uma das atividades econômicas de maior crescimento é o turismo, que tem como atrações as praias, cachoeiras, lagos, excursões ecológicas na mata e as numerosas tradições e festas folclóricas. São muito procurados pelos turistas os passeios de barco para acompanhar as linhas paralelas formadas pelas águas de cor marrom do Amazonas e as de verde-esmeralda do Tapajós até o ponto em que lentamente se misturam.
Santarém é conhecida como a Pérola do Tapajós. Em frente à cidade acontece o encontro das águas barrentas do rio Amazonas com as águas verdes do rio Tapajós.
É no município de Santarém que se localiza a vila de Alter-do-Chão, a aproximadamente 30 km da cidade. É uma vila balneária chamada de Caribe brasileiro, pelas praias belíssimas, o Lago Verde, a ilha do amor, lugares que atraem inúmeros turistas.
Mas não são apenas estas atrações que esta bela Cidade dispõe: existem ainda centenas de quilômetros de praias paradisíacas, rios e igarapés de água cristalina, cachoeiras e lagos.
Lago do Juá
Balneário Alter-do-Chão
Orla do Rio Tapajós
Miguel do Jaraqui
Igreja Nossa senhora da Conceição
Solar do Barão de Santarém
Solar do Barão de São Nicolau
Praça do Pescador; Mirante do Tapajós; Praça Barão de Santarém; Praça do Centenário; Praça Rodrigues dos Santos
Esporte
Na cidade de Santarém existem times de futebol como o São Raimundo Esporte Clube e o São Francisco Futebol Clube. Possui o Estádio Jáder Barbalho, mais conhecido por Barbalhão, Municipal de Santarém ou Colosso do Tapajós
Eventos e datas comemorativas
Os dois maiores eventos culturais da cidade são a Festa do Sairé, realizada na Vila de Alter do Chão durante o mês de setembro, durando cerca de cinco dias. Nesta festa ocorre a Disputa dos Botos Tucuxi e Cor-de-rosa. No final do mês de novembro é realizado o Círio de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da cidade, cuja festa se estende até o dia 8 de dezembro, acontecendo além da parte religiosa, o Arraial com atrações culturais e a Caminhada de Fé com Maria, saindo da Vila de Mojuí dos Campos, percorrendo 37 km até a Catedral de Santarém.
Festa do Çairé ou Sairé
A palavra Çairé origina-se dos dois termos Çai Erê, que significa “Salve! Tu o dizes”, que era usada pelos índios como forma de saudação. Entretanto, fui alertada pelo Sr. Jefferson Cardoso, conhecedor dessa história, de que há uma controvérsia quanto a grafia da palavra Çairé. Segundo ele, a palavra original era Sairé, mas a comunidade de Alter-do-Chão, achou por bem, ou talvez por associarem sua derivação à linguagem indígena, passaram denominar a festa com uma nova escrita: Çairé. Entretanto, como pode-se contatar não há na língua portuguesa nenhuma palavra que inicie-se com "ç" e segundo seu Jefferson, houve uma nova discussão sobre o assunto e por consenso, voltou-se a chamar a festa por seu nome original.
Originariamente, a Festa do Çairé era um baile indígena (puracê), cujos festejos, revelavam desde o primeiro século da colonização, já a influência das missões católicas. Era uma "corda em giro", ou melhor, uma espécie de dança de roda conduzida por um "arco", que era o motivo indígena desse préstito e festival, o centro geométrico de um animado puracê (baile). Tal arco era um semicírculo com diâmetro e raios todos assinalados em algodão, onde deles pendem fitas vermelhas. Era ornamentado ainda, com uma cruz forrada e enfeitada, revelando o símbolo católico que o jesuíta acrescentou ao outro símbolo pagão o qual, pela forma geométrica revelada, denotava sua origem em povos americanos de civilização mais avançada, quais os astecas e os incas. É um exemplo de como foi o missionário mestiçando a fé católica, através da dança e do canto, para catequizar o índio e dominá-lo por fim. Transformou-se portanto, em uma cerimônia religiosa e profana, onde entram nela a reza e a dança. Essa, consistia em passos curtos, como o de marcar passos dos soldados, com um movimento em que uma índia do centro servia de eixo sobre o qual girava o Çairé.
Santarém também tem outras belas praias como porto novo, próximo abelterra, pindobal, cajutuba, ponta de pedras entre outras, além de igarapés com água gelada.
Fonte de pesquisa:
Créditos das imagens:

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Ananindeua

Ficheiro:Condomínio Lago Azul - Ananindeua.jpg
Ananindeua é um município brasileiro do estado do Pará. Localizado na Grande Belém, é o segundo município mais populoso do Pará, e o terceiro da Amazônia. Sua população é estimada em 505.512 habitantes.
O nome Ananindeua é de origem tupi, deve-se a grande quantidade de árvore chamada Anani, uma árvore que produz a resina de cerol utilizada para lacrar as fendas das embarcações. A cidade é originária de ribeirinhos, começou a ser povoada a partir da antiga Estrada de Ferro de Bragança.
Originalmente considerada "cidade dormitório", apresentou um considerável desenvolvimento nos últimos anos, decorrente da falta de espaço para a construção de novas moradias em Belém.
Teve seu maior incremento populacional a partir da construção da BR-010 (Belém-Brasília) na década de 1960, na qual as industrias localizadas em Belém começaram a se estabelecer ao longo desta rodovia.
Na década de 1970, inicia a construção do primeiro conjunto habitacional Cidade Nova, programa de habitação de âmbito Federal, sob responsabilidade da Companhia Habitação do Estado do Pará (COHAB), foi uma espécie de ordenamento da periferia. A área foi adquirido aos poucos, pertencia em sua maioria a japoneses e nordestinos, que possuíam hortas e granjas, a COHAB comprou os terrenos e foram inauguradas as Cidades Novas I a IX.
Depois foi inaugurado o conjunto Guajará, em seguida seria inaugurado o conjunto PAAR (Pará, Amapá, Amazonas e Roraima), no entanto, em sua fase final foi invadido por populosos e por um breve período da história do município foi considerado como a maior invasão da América Latina, hoje ele é considerado um conjunto habitacional.
As margens desse processo, surgiram as áreas de invasões espontâneas, localizadas principalmente próximas aos conjuntos habitacionais. hoje a área continental de Ananindeua concentra mais de 90% da população do município.
A área insular de Ananindeua, fica ao norte do município, sendo composta por 9 ilhas, são elas: Viçosa, João Pilatos, Santa Rosa, Mutá, Arauari, São José da Sororóca, Sororóca, Sassunema e Guajarina. É ´formada por inúmeros rios, com para o Maguari, e furos, com para o da Bela Vista e das Marinhas, e igarapés (ALMEIDA, A. F, 2008).
"Cidade Dinâmica do Brasil"
História
Referências históricas datadas de meados do século XIX permitem identificar traços da fundação do município de Ananindeua. Esses traços guardam relação com o estabelecimento de uma parada e/ou estação da Estrada de Ferro de Bragança, na área territorial, no lugar onde, hoje se encontra instalada sua sede municipal.
Originalmente, Ananindeua pertencia à circunscrição de Belém. A partir da localização da estação da Estrada de Ferro, o seu povoamento começou a adquirir dinamismo, sendo reconhecido como freguesia, e mais tarde, como distrito da capital paraense.
Nas fontes históricas consultadas, não foi possível encontrar os instrumentos eclesiásticos da sua elevação à categoria de freguesia, nem os instrumentos legais de sua consideração como Distrito.
Sabe-se, no entanto que, em 1938, por um ato do Governo Estadual, passou a ser considerada como sede distrital, pertencendo ao município de Santa Isabel do Pará, retornando ao patrimônio territorial de Belém. Pelo Decreto-lei Estadual nº 4.505, de 30 de dezembro de 1943, promulgado pelo Interventor Federal, Magalhães Barata, o município de Ananindeua foi criado, acontecendo sua instalação, como tal, em 3 de janeiro de 1944.
Para dirigir o novo município, assumiu a prefeitura Claudemiro Belém de Nazaré. No mês de outubro de 1945, com a queda do regime ditatorial, foi nomeado como Prefeito de Ananindeua Fausto Augusto Batalha. Sua sede municipal foi reconhecida como cidade em 31 de dezembro de 1947, com a aprovação da Lei nº 62, que foi publicada no Diário Oficial do Estado, em 18 de janeiro de 1948.
Entre os anos 1947 a 1956, o município de Ananindeua contava com os seguintes, distritos: Ananindeua (Centro), Benevides, Benfica e Engenho do Arari. No ano de 1961, pelo disposto na Lei nº 2.460, de 29 de dezembro, com as áreas de seus distritos (Engenho Arari, Benfica e Benevides), foi constituído o município de Benevides. Atualmente, o município de Ananindeua é constituído apenas do distrito-sede.
Ficheiro:Cnshoppingformosa.jpg
Shopping Formosa
Geografia
Ilhas
O município possui 9 ilhas com áreas de uso intenso, outras de baixa exploração por parte dos ribeirinhos e outras quase intocada, que serve como um verdadeiro centro de reprodução de toda diversidade biológica da floresta Amazônica (ALMEIDA, A. F. 2008)Veja também http://adrielsonfurtado.blogspot.com/.
As ilhas de Ananindeua são quase todas habitadas. São pequenos povoados habitados por homens, mulheres e crianças que vivem na rotina do encher e ser das águas do Rio Maguari. Em cada um destes povoados é possível encontrar uma igreja, um campo de futebol, uma pequena escola e muito verde. A estrada do povo ribeirinho é o próprio rio e o seu meio principal de locomoção são as canoas e os “pô-pô-pôs”, que levam e trazem o produtor, o aluno, o professor e o visitante pelos caminhos de rio.
Vegetação
A vegetação é caracterizada pela floresta secundária, em vários estágios, proveniente do desmatamento executado na área, para o cultivo de espécies alimentícias de ciclo curto (milho, Mandioca, etc.). Nas áreas sujeitas à inundação margeando os rios, está presente a vegetação de várzea, com suas espécies típicas, como a virola ou ucuuba, a andiroba, o açaí e o miriti ou buruti.
Hidrografia
A hidrografia do município é representada pelos rios Guamá ao Sul, fazendo limite com Belém; o Maguari-Açu, ao Norte e o Benfica a Nordeste limitando com Benevides. Para o Guamá vertem o rio Água Preta, limite natural, a Oeste, com o município de Belém; o rio Uriboquinha, o qual, em todo o seu curso, serve de limite parcial com Benevides; e o igarapé Aurá. O rio Maguari-Açu deságua no furo do Maguari e forma limite natural, a Noroeste, com o município de Belém. Ao Norte, encontram-se as ilhas João Pilato, Santa Rosa e Sassunema.
Clima
O clima é megatérmico, úmido, temperatura elevada em torno de 25°C, pequena amplitude térmica. O regime pluviométrico está em torno de 2.250 a 2.500mm com chuvas regulares, com maior concentração de janeiro a junho. A umidade relativa do ar está em torno de 85%.
Fonte de pesquisa:
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